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O potencial de alta a longo prazo para o mercado de criptomoedas permanece intacto, mas sua realização está sendo adiada. No curto prazo, a dinâmica das criptomoedas estará refém de fatores externos: política do Fed, guerras comerciais e decisões regulatórias.
No início da nova semana, os mercados sofreram forte pressão negativa em meio a tensões geopolíticas crescentes e riscos tarifários crescentes. O dólar e os principais índices de ações dos EUA estão apresentando quedas corretivas e parecem prestes a terminar a semana no vermelho. O principal fator para a liquidação foram os novos riscos tarifários desencadeados pelas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, juntamente com o aumento das tensões entre os EUA e os países da UE, como observamos nas análises de hoje "S&P500: situação atual e perspectivas do mercado dos EUA" e "Dólar: sob fogo cruzado (situação atual e perspectivas)".
A dinâmica dos principais ativos criptográficos também aponta para uma confusão generalizada entre os investidores.
A queda acentuada de 3% do Bitcoin no início da semana, abaixo dos 92.000,00, foi um sinal alarmante para todo o mercado de criptomoedas. O BTC/USD, que na semana passada mal havia se aproximado da resistência chave em 99.300,00 (EMA 200 diária), enfrentou uma poderosa onda de vendas que expôs a vulnerabilidade dos ativos digitais aos crescentes riscos macroeconômicos e geopolíticos. O Índice de Medo e Ganância voltou à zona de "medo", indicando o predomínio do pânico entre os investidores.
Situação atual: Por que o mercado de criptomoedas está sob pressão?
Em um cenário de tensão geopolítica crescente, preços mais altos dos metais preciosos e incerteza econômica global, os investidores preferem ser cautelosos e não estão aumentando as alocações em ativos de risco. A correção afetou não apenas o Bitcoin, mas também o mercado de altcoins. Entre as 10 principais criptomoedas, Cardano (ADA) apresentou a maior queda — cerca de 7,5% até esta manhã, sendo negociada perto de 0,3670 no início do pregão nos EUA, com uma queda de aproximadamente 15% hoje.
A queda do Bitcoin e o declínio da capitalização de mercado total para US$ 3,12 trilhões são impulsionados por um conjunto de fatores fundamentais que levam os investidores a abandonar em massa os ativos de risco:
Análise técnica e níveis chave
A tentativa fracassada da semana passada de atingir 98.100,00 (EMA 144 diária) não foi impulsionada por uma acumulação sustentável no mercado à vista, mas por movimentos especulativos no mercado de derivativos, observam os analistas. Isso indica a fraqueza do atual impulso de alta.
O suporte mais próximo está na zona de 92.500,00 (EMA 50 diária) – 91.900,00 (EMA 200 de 4 horas). Uma quebra abaixo dessa área poderia abrir caminho para uma correção mais profunda.
Resistência: para retomar a alta, o Bitcoin precisa se manter acima de 94.100,00 (EMA 200 de 1 hora) – 95.500,00 e, em seguida, superar a zona de resistência chave em 98.100,00 – 99.300,00 (EMA 200 diária). A principal barreira psicológica continua sendo 100.000,00.
O panorama geral continua frágil e requer confirmação do impulso de compra.
Perspectiva
O que esperar do mercado cripto nos próximos dias/semanas? A semana de 19 a 25 de janeiro será um teste decisivo devido a uma agenda de notícias carregada:
Cenários possíveis
Conclusão
O mercado de criptomoedas, e o Bitcoin em particular, enfrentou uma dura realidade: em meio à turbulência macroeconômica e aos choques geopolíticos, os ativos digitais ainda não mostraram ser um porto seguro convincente, perdendo espaço para o ouro. A correção atual reflete o sentimento geral de risco do mercado.
O potencial de alta a longo prazo permanece, mas sua realização está atrasada. No curto prazo, a dinâmica das criptomoedas será ditada por fatores externos: política do Fed, guerras comerciais e decisões regulatórias. Os investidores devem se preparar para uma maior volatilidade e agir com cautela até que surjam sinais claros de estabilização macroeconômica.