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O padrão de ondas no gráfico de 4 horas do EUR/USD mudou. Ainda não há sinais de invalidação do segmento de tendência de alta (gráfico inferior), iniciado em janeiro do ano passado; no entanto, a estrutura das ondas tornou-se altamente ambígua. Em situações como esta, recomenda-se a utilização de um timeframe menor (gráfico superior) e o foco nas estruturas de ondas mais simples e curtas para a elaboração de uma projeção de curto prazo, o que já é suficiente para a abertura de posições. As estruturas de ondas podem ser bastante complexas e permitir múltiplos cenários. A abordagem mais simples é operar com base no padrão clássico "cinco-três".
No gráfico acima, é possível identificar uma estrutura impulsiva clássica de cinco ondas, com uma terceira onda estendida. Se essa leitura estiver correta, essa estrutura já foi concluída, e uma sequência corretiva de pelo menos três ondas está em desenvolvimento. Como três ondas já se formaram, é provável que o mercado desenvolva pelo menos mais uma onda corretiva no curto prazo. Os desdobramentos futuros dependerão do cenário geopolítico: ou se formará uma estrutura corretiva mais complexa, ou terá início um novo segmento de tendência de baixa.
O par EUR/USD recuou cerca de 20 pontos na terça-feira, e a volatilidade do mercado permanece relativamente baixa. Neste momento, pode-se considerar que a estrutura corretiva de alta pode evoluir para uma estrutura impulsiva, embora essa conclusão se baseie principalmente na fraqueza do movimento de queda observada nas últimas duas semanas. Vale destacar que movimentos impulsivos tendem a ser mais fortes e rápidos do que os corretivos. Diante do atual cenário de notícias, há fundamentos para uma valorização do euro?
Na minha avaliação, sim. O fator geopolítico vem gradualmente perdendo influência sobre o mercado, uma vez que seu principal impacto foi sobre o dólar americano, utilizado pelos investidores como ativo de refúgio. No entanto, a maioria dos analistas observa que fluxos de aversão ao risco não se sustentam indefinidamente. Neste momento, é razoável supor que os investidores já tenham reduzido a exposição ao risco associado ao Oriente Médio.
Amanhã, o Federal Reserve realizará sua reunião, na qual se espera, com elevada probabilidade, a manutenção dos parâmetros atuais da política monetária. Assim, o principal foco estará no discurso de Jerome Powell, que deverá presidir sua última reunião à frente da instituição.
O que Powell pode sinalizar? É bastante provável que, em seu discurso final, evite gerar incerteza ou aumentar a volatilidade do mercado. Dentro de duas semanas, Kevin Warsh deverá assumir a presidência do Fed, trazendo possivelmente uma nova abordagem em termos de política monetária. Nesse contexto, Powell tende a não indicar mudanças relevantes na atual orientação, que pressupõe a manutenção das taxas de juros pelo menos até o final do ano. Como resultado, o dólar americano pode não encontrar suporte significativo após a reunião, uma vez que é improvável que a postura do Fed se torne mais hawkish.
Com base na análise do EUR/USD, o par permanece dentro de um segmento de tendência de alta (gráfico inferior), enquanto, no curto prazo, se encontra em uma estrutura corretiva. A estrutura da onda corretiva parece, em grande parte, concluída e só deverá tornar-se mais complexa e prolongada caso a situação geopolítica no Oriente Médio apresente melhora. Caso contrário, uma nova estrutura de onda de baixa poderá iniciar-se a partir dos níveis atuais. Uma fase corretiva já se formou, e a direção futura dependerá das expectativas do mercado em relação ao desfecho das negociações.
Em um intervalo menor, é possível visualizar todo o segmento da tendência de alta. A estrutura das ondas não é totalmente típica, uma vez que as ondas corretivas apresentam magnitudes distintas. Por exemplo, a onda 2 de grau superior é menor do que a onda 2 interna dentro da onda 3. Ainda assim, esse tipo de configuração pode ocorrer. Nesse contexto, é mais relevante focar em estruturas claras e identificáveis do que rotular rigidamente cada onda. As formações mais recentes são de difícil interpretação, motivo pelo qual a análise se baseia no intervalo superior.