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A empresa anunciou receita trimestral recorde de US$ 96,2 bilhões, superando as previsões dos analistas, de US$ 92,2 bilhões, o que representa um aumento de 106% em relação ao ano anterior. O segmento de chips para data centers gerou um recorde de US$ 89 bilhões, refletindo um ganho anual de 117%. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 2,22, acima das expectativas de US$ 2,10.
A administração da empresa forneceu um guidance forte para o futuro, prevendo uma receita para o terceiro trimestre entre US$ 105,8 bilhões e US$ 110,2 bilhões. A diretora financeira Colette Kress afirmou que a receita deve crescer 70% no ano fiscal de 2028, enquanto os especialistas do mercado projetavam apenas 44% de crescimento. O CEO Jensen Huang observou que a infraestrutura de inteligência artificial entrou em uma fase de rentabilidade direta, com os gastos totais das empresas de tecnologia em data centers previstos para subir de US$ 800 bilhões neste ano para US$ 1,3 trilhão no próximo ano.
A alta do preço das ações também contou com o suporte de novos contratos e lançamentos de produtos. A Nvidia fechou um acordo com a Amazon para fornecer 2 milhões de processadores gráficos até 2028. O analista Ming-Chi Kuo anunciou o relançamento do chip especializado Rubin CPX, projetado para o processamento inicial das consultas dos usuários antes da geração de respostas. A produção do chip está prevista para começar no primeiro trimestre de 2027, na forma de racks de servidores independentes. Nesse contexto, os bancos de investimento elevaram fortemente suas metas de preço para as ações da Nvidia: a Raymond James projeta US$ 515, a Evercore ISI prevê US$ 465, a Bernstein estabeleceu uma meta de US$ 400, e o Morgan Stanley, de US$ 300 por ação.
Apesar dos lucros recorde e das previsões otimistas, as ações da empresa enfrentam riscos significativos:
Espera-se que a dinâmica das ações da Nvidia até o final de 2026 se desenvolva em duas fases, influenciada por fatores sazonais e resultados corporativos.
Em setembro de 2026, os preços das ações deverão sofrer pressão devido à realização de lucros por grandes fundos e à fraqueza geral do mercado. Juros elevados e o risco de novas tarifas limitarão o ingresso de capital novo. Nesse período, é provável que os preços das ações recuem dos atuais US$ 220,78 para uma zona de suporte entre US$ 200 e US$ 210. Os investidores não devem esperar uma alta rápida até as metas de US$ 300 dos analistas antes de o mercado atravessar essa onda sazonal de vendas.
A recuperação deve começar no quarto trimestre de 2026. A demanda pelos chips de nova geração Vera Rubin e Rubin CPX é plenamente sustentada pelos orçamentos dos gigantes de tecnologia, que totalizam US$ 1,3 trilhão. O acordo com a Amazon e a estabilização do fornecimento de memória permitirão à empresa manter taxas de crescimento da receita acima de 70%. Após concluir a correção de setembro, espera-se que as ações da Nvidia retomem a trajetória de alta, encerrando 2026 na faixa de US$ 250–270.