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Armadilha para Trump: por que reabrir o Estreito de Ormuz é impossível sem um acordo de trégua com o Irã

Armadilha para Trump: por que reabrir o Estreito de Ormuz é impossível sem um acordo de trégua com o Irã

A administração de Donald Trump reconheceu, em 19 de março de 2026, que nenhuma solução militar poderia reabrir o Estreito de Ormuz sem um cessar-fogo com o Irã. A Bloomberg relata que o trânsito atual de petroleiros ocorre apenas sob os termos de Teerã e depende de uma aprovação não oficial das autoridades iranianas.

Com 48 quilômetros de largura, o corredor segue ameaçado por defesas costeiras assimétricas. “Não vamos arriscar o envio de embarcações comerciais até que as minas, embarcações rápidas e drones do Irã sejam neutralizados”, afirmou Bob McNally, presidente do Rapidan Energy Group. A cobertura limitada das defesas aéreas de escolta não é suficiente para proteger de forma eficaz um grande número de petroleiros simultaneamente.

Trump confirmou que, mesmo que as forças regulares do Irã fossem derrotadas, o uso de drones de baixo custo continuaria a ameaçar a navegação. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos redirecionaram parcialmente as exportações de petróleo por oleodutos para evitar a estreita rota marítima. No entanto, a capacidade da infraestrutura terrestre não consegue substituir totalmente os volumes transportados pela via marítima.

A ameaça persistente nas águas torna o trânsito marítimo na região proibitivamente caro para os transportadores. “O Irã só precisa manter um nível de risco que inviabilize a passagem segura”, observou Torbjørn Soltvedt, analista-chefe da Verisk Maplecroft. Teerã planeja estabelecer novas regras do jogo para o estreito mesmo após o fim das hostilidades ativas.

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