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China reduz o comércio com os EUA e intensifica o diálogo com a UE

China reduz o comércio com os EUA e intensifica o diálogo com a UE

Nos primeiros cinco meses de 2026, o comércio entre Estados Unidos e China apresentou retração, enquanto as trocas comerciais entre Pequim e a Europa registraram forte expansão. De acordo com dados da Administração Geral das Alfândegas da China, o volume de comércio sino-americano caiu 3,5% entre janeiro e maio, totalizando US$ 231,25 bilhões. As exportações chinesas para os EUA recuaram 2,7%, para US$ 172,46 bilhões, enquanto as importações de produtos americanos pela China diminuíram 5,5%, somando US$ 58,78 bilhões.

Em contrapartida, as relações econômicas da China com seus parceiros europeus seguem uma trajetória diferente. No mesmo período, o comércio entre a China e os países da União Europeia cresceu 13,9% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 364,15 bilhões. As exportações chinesas para o bloco avançaram 16,4%, atingindo US$ 253,97 bilhões. Já as importações de produtos europeus pela China também apresentaram desempenho positivo, com alta de 8,6%, chegando a US$ 110,19 bilhões. Esses números evidenciam uma reorientação dos fluxos comerciais.

Apesar dessa evolução positiva, a cooperação entre Pequim e Bruxelas enfrenta o risco de conflitos comerciais em larga escala. Segundo o China Daily, as medidas protecionistas adotadas pela União Europeia para proteger sua economia verde têm reduzido significativamente as exportações chinesas de produtos ambientalmente sustentáveis e limitado o fluxo de investimentos chineses. Caso a União Europeia continue erguendo barreiras, as empresas chinesas poderão perder o interesse em ingressar no mercado europeu. Pequim também alerta que, se essa política persistir, medidas de retaliação serão inevitáveis para proteger suas corporações.

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